Grande Manifestação 18 de Fevreiro 15 h

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amandio
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Re: Grande Manifestação 18 de Fevreiro 15 h

Mensagem por amandio » 21 fev 2018 09:03

Nada de má interpretação neste lado! :D
A tua opinião é exactamente a minha.

Acrescento ainda que deverá ser a UE a definir um quadro único para todos os países como tem feito para outros assuntos. Não só no âmbito das inspecções mas matrículas, impostos de circulação. etc. E que seja implementado obrigatoriamente nos mesmos parâmetros por todos os estados membros.
Assim não teríamos problemas em atravessar a Espanha 8)
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JoseMorgado
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Re: Grande Manifestação 18 de Fevreiro 15 h

Mensagem por JoseMorgado » 21 fev 2018 19:48

SMatos Escreveu:Eu não gosto muito de emitir a minha opinião atrás de um ecrã, pois pode ser mal interpretada mas aqui vai.

Não vejo mal nenhum as motas ir à inspecção tal como vão os automóveis. Porque quem não deve não teme. Claro que a introdução das inspecções não se fazem desta forma e muito menos se justifica da forma como o MAI está a querer transparecer.

Agora a haver inspecções deveria haver para TUDO o que tenha motor (eléctrico ou combustão) e não só para motociclos acima dos 250cc. Se formos a ver bem, os que estão abaixo dos 250cc estão em pior condições de circulação segura do que os outros.

Agora pensem... se a Espanha proibir a circulação de motociclos portugueses por terem duvidas das condições técnicas destas, pois não há ninguém que as verifique, acabaram-se as nossas viagens até haver inspecções...
(e digo Espanha porque é o país que nos temos inevitavelmente que atravessar para ir a outro ponto qualquer da Europa por estrada)
Podemo-nos espernear, fazer manifestações, fazer o pino, fazer o que nos der para fazer, não vamos ter qualquer hipótese.

Já sei que muitos vão dizer que isso não é possível, que é ilegal, que a CE não deixa, etc. mas, também não devia ser possível sermos autuados em Espanha por falta do "P", o nosso governo não pode cobrar ISV, na Austria, para além da identificação do país de matricula também exigem autocolante (só porque sim), etc. e o que acontece?! fazem na mesma!!

My 50cent... vale o que vale...
A questão da contestação ao Ministro Cabrita, tem só a ver com a forma que este governante escolheu para discutir publicamente a questão da sinistralidade rodoviária.

O debate público foi afectado, e exacerbado, por declarações alarmistas e descontextualizadas da realidade, sobre as causas das mortes provocadas pelos acidentes com motas.

Imagem

Analisando este gráfico, podemos ver que:

De 2016, para 2017, houve uma pequena inversão na tendência decrescente do nº de mortes provocadas por acidentes com veículos motorizados de 2 rodas. Ciclomotores, (nenos de 50 c.c.) e Motociclos. (mais de 50 c.c.).

Passaram de 103, para 110.

No entando, desde 2010, que esse número foi quase reduzido para metade. De 203, para 110.

Igualmente, estudos da ACP e da ANSR demonstram que, só 0,3 % do acidentes com motas resultam de falhas técnicas, normalmente, rebentamentos de pneus, e que só uma, também muito pequena minoria, tem envolvidas motas com 125 c.c.

Claro que estes números são sempre preocupantes, e uma morte na estrada é sempre de lamentar e de evitar.

Esta inversão na tendência, não aconteceu só com as Motas, aconteceu também com todos os outros veículos.

Perante esta realidade, o debate seria sério, e construtivo, se fosse levado para o campo de tentar perceber o que mudou, de 2016 para 2017, para assim se ir às causas desta inversão.

Ora, a famosa lei das 125 entrou em vigor em 2009, e não em 2017 e, desde essa altura, apesar do aumento de motas a circular, o número de mortes tem vindo a diminuir.

Igualmente, apesar de as inspecções às motas nunca term sido aplicadas no Continente e apesar do aumento de vendas verificado desde 2013, com o corresponde aumento exponencial dos quilómetros percorridos, os números da sinistralidade continuaram a baixar.

Então, o que mudou em 2017?

Por um lado, as condições climatéricas desse ano, que continuam a verificar-se este ano, com uma quase total ausência de chuva, fizeram com que a utilização dos veículos de 2 rodas fosse muito mais prolongada no tempo.

Por outro lado, o método de penalização de todos os condutores que infringem a lei, igual para os ciclomotores, motociclos, ligeiros, pesados, etc., foi alterado, passando a corresponder a perda de pontos que, aliada a eficazes métodos de contestação legal, permitidos por falhas na nova lei, levaram a que ninguém, ou practicamente ninguém, tenha perdido a carta em Portugal, por infracções graves à lei.

Passou a existir, junto de todos os condutores, não só os das motas, um sentimento de impunidade no infringir das leis rodoviárias.

Assim, a não ser para satisfazer razões "obscuras" de alguns interesses, também "obscuros", de "amigos" do ministro, não se compreende que ele tenha colocado a questão das inspecções, e da lei das 125, como as questões principais que explicam o aumento do número de mortes na estrada.

Esta associação, foi uma maneira simples, e populista, de tentar enganar os portugueses e, ao mesmo tempo, tentar satisfazer os lobby's dos donos dos centros de inspecção, e das escolas de condução, para que, de uma forma administrativa, e obrigatória, se ponha nas mãos desses interesses, um enorme volume de facturação.

Todas as outras questões, como o deficiente estado das estradas, a utilização de pinturas no pavimento com tinta escorregadia, a ausência total, noutras vias, de marcações, a utilização de metal, liso e polido, nas juntas dilatação dos viadutos, a utilização de bandas sonoras, inapropriadas para veículos de 2 rodas e localizadas em curvas e zonas de fraca visibilidade e o desrespeito pela lei que obriga, os "donos" das vias de comunicação, a protegerem os prumos dos rail's, ficaram para trás.

Para resolver a questão da sinistralidade nas estradas, aquilo que custa dinheiro e dá trabalho, não interessa, aquilo que depende de um despacho ministerial, e é fácil de implementar, é privilegiado.

Para as notícias, fica a imagem de um ministro que actua rapidamente, e em força, não interessando se aquilo que fez, tem alguma coisa a ver, e é eficaz, para a resolução do problema.

É apenas, mais uma estratégia de marketing, rápida e barata, que ainda por cima dá milhões a "alguns".

É claro que as inspecções obrigatórias às motas terão um dia de ser feitas, mas interessa primeiro saber a quê, e como.

Muitos países da União Europeia já tiveram as inspecções às motas em vigor, mas tiveram de as anular, ou suspender pois, para além de não terem tido qualquer resultado na diminuição da sinistralidade, causavam ainda danos em algumas motas.

A União Europeia indicou a data de 2020, para que até lá se discutam as opções e as formas de implementar as inspecções.

Não se entende, a não ser pelas razões obscuras já referidas, a pressa deste governo e, principalmente, do ministro Cabrita, em implementar as inspecções, sem que primeiro seja feita a discussão, e a troca de argumentos técnicos, entre os interessados e os destinatários desta medida.
José Morgado
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abbocath
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Re: Grande Manifestação 18 de Fevreiro 15 h

Mensagem por abbocath » 02 mar 2018 09:44

SMatos Escreveu:Não vejo mal nenhum as motas ir à inspecção tal como vão os automóveis. Porque quem não deve não teme. Claro que a introdução das inspecções não se fazem desta forma e muito menos se justifica da forma como o MAI está a querer transparecer.

Agora a haver inspecções deveria haver para TUDO o que tenha motor (eléctrico ou combustão) e não só para motociclos acima dos 250cc. Se formos a ver bem, os que estão abaixo dos 250cc estão em pior condições de circulação segura do que os outros.
As inspecções também não me chateiam, ou melhor, não discordo das mesmas! Discordo é do preço proposto porque mais uma vez nos comparam aos veículos de 4 rodas tal como nas AE`s. E ainda discordo mais é da ausência de fiscalização para veículos de baixa cilindrada!

Esses sim, maioritariamente deficientes nas condições de circulação! E só não estão piores porque a malta agora até acha piada aos restauros das 50´s e até tem cuidado com elas e as põem a circular em condições.

E pronto!

Boas curvas
Rui Peixoto
R 75/5 1971
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