Teste BMW R1200RS LC - 2015

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MensagemEnviado: 28 Set 2015 16:28
Como já noutras ocasiões aconteceu, com o patrocínio da MOTOMIL, aproveitei o nosso Passeio ao Alto Alentejo para fazer um teste à novíssima R1200RS

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Esta nova RS traz de volta o conceito, Sport Touring, muito caro à BMW desde a década de 70 do século passado.

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Esta posicionada, um pouco a cima da R e um pouco ao lado da RT, para responder aos motociclistas que desejam uma mota mais leve, mais pequena e portanto, mais manejável, com caracter desportivo, mas com apetência e capacidade para realizar grandes viagens com conforto. Para isso, tem a possibilidade de instalar, como extra, malas laterias e top case

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Como as malas e top case não estavam disponíveis, utilizei um saco de viagem amarrado ao banco.

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O motor é o já conhecido bicilíndrico, 1200 Boxer, com arrefecimento ar/líquido, dupla árvore de cames à cabeça e 4 válvulas por cilindro. Debita 125 cv e 125 Nm.

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O sistema de escape é cromado, com panela hexagonal,

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e válvula eléctronica de escape, que favorece a acústica a altos regimes, quando o acelerador está em carga!!!

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A caixa de velocidades é também a conhecida de 6 velocidades, com embraiagem multidisco em banho de óleo, com comando hidráulico.

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Esta não tinha o sistema Quick Shift da BMW, o "Shift Assistant Pro", que é um extra.


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A suspensão dianteira está cargo de uma tradicional forquilha telescópica invertida, com controlo de amortecimento e anti-afundamento, ESA.

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Os travões dianteiros são Brembo, com dois discos flutuantes e pinças radiais de 4 êmbolos.

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A transmissão é por veio e diferencial, com um bonito braço oscilante de alumínio fundido.

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A que está associada uma suspensão Paralever EVO, com controlo electrónioco da pré-carga da mola e do amortecimento.

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A travagem traseira é Brembo, com um disco e pinça flutuante de 2 êmbolos.

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As jantes são em alumínio fundido, com 17'

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Os comandos são os habituais nas BMW's actuais.

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O painel é muito completo, com grande destaque para o velocímetro, existindo um sensor de luz que modifica, automaticamente, o seu aspecto,

de nucturno,


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para diurno.

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Regulando também a intensidade da retroiluminação

O display LCD de informação tem 3 configurações possíveis à escolha:

Full,


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Sport,

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e Touring

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Que, tirando a Full, são um pouco discutíveis quanto ao seu interesse.

Uma situação curiosa. Não existe nenhum campo específico para a indicação da temperatura do motor.

Ela só é acessível percorrendo o menu de informação, que também pode dar a temperatura exterior, a tensão da bateria, pressão dos pneus, 2 velocidades médias, 2 consumos médios, consumo instantâneo, tempos por volta, tempos desde o início da marcha, distância e tempo para o próximo serviço recomendado e data.

No entanto, na barra das rotações, a zona vermelha de "red Line" altera-se em função da temperatura do motor, variando entre as 4.000 rpm, quando o motor está frio e as 9.000 rpm, quando o motor está quente. Engenhoso.


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O banco é de boa qualidade, com 2 níveis separados, mas não existe a possibilidade de o regular em altura. A parte dianteira, do condutor, vem de fábrica com a altura pretendida, alta, 840 mm, ou baixa, 760 mm e alberga um compartimento para colocar o manual de instruções e documentos. A parte traseira do banco alberga a ferramenta disponível.

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O vidro tem 2 possibilidades de afinação.
Pode ser aparafusado, no respectivo suporte, em duas posições diferentes.
Por sua vez o suporte, também tem duas posições, de afinação manual, mas possível de manejar em andamento


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Os espelhos retrovisores são discretos, estão bem posicionados e permitem um boa visibilidade para trás.

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A mota que experimentei estava equipada com alguns extras:

Pré-instalação para GPS


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Com chave

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Que funciona com Garmin's, por ex., com o meu antigo Zumo 660

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Com comando no punho esquerdo

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Que só funciona com o Navigator V

Esta "rodela", muito útil para aceder aos menus do GPS, dificulta no entanto o manuseamento dos comandos do punho esquerdo.
No meu caso, tornava difícil e pouco natural, o acionamento dos piscas e buzina


Suporte para as malas laterais que, quando estas não estão colocadas, como foi o caso, estraga um pouco a estética da traseira da mota

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Já o suporte para o Top Case, que também está incluído no mesmo pacote extra, tem um design que se integra muito bem na traseira.

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Também estava equipada com os spoiler's para o motor que, esteticamente, melhoram muito aquela zona da mota.

Impossibilitam no entanto, a colocação das barras de protecção das cabeças do motor.


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Descanso central, muito útil para quando se pretende carregar e descarregar a bagagem da mota.

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Para além destes, mais específicos, tinha também os extras mais comuns, punhos aquecidos, ESA, escape cromado, cruise control e piscas LED's.

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Andei 3 dias com ela, onde aproveitei e fui ao "Passeio ao Alentejo", do BMW MC Portugal, fazendo assim percursos em cidade, com muito transito, estradas nacionais e autoestrada.

Andei, no pára-arranca da cidade, em ritmo de passeio, por vezes rápido, em estradas nacionais, depressa, em autoestrada e também fiz alguns quilómetros com pendura.

Grande parte do tempo transportei um saco de bagagem amarrado à traseira do banco.

Percorri 667 km, gastando uma média de 5,6 l/100 km


Antes de mais, é uma mota com uma estética muito apelativa, com a dianteira a fazer lembrar a S1000RR e a traseira muito estreita e "clean".

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Quando parada, muitas eram as pessoas que se aproximavam dela para a apreciar.


Ao nível do motor e da caixa de velocidades, as prestações são as já conhecidas do modelo R, que experimentei recentemente,

viewtopic.php?f=38&t=5618&start=10

onde estão em grande destaque a potência e o binário deste motor Boxer.

Como já referi, não estava disponível o Quick Shift da BMW, o "Shift Assistant Pro", um extra que melhora e muito, o desempenho da mota.

Logo que nos sentamos, percebemos a grande diferença entre a RS e a RT.

O assento está muito mais baixo e a facilidade com que movimentamos a mota, ainda com o motor desligado, é incrível.

A posição do guiador é um pouco mais desportiva do que o da R e, como é natural, totalmente diferente da RT.

A velocidades baixas, passado algum tempo, começa a fazer-se sentir o peso do corpo nas mãos e pulsos.

Quando se aumenta o ritmo, apesar da protecção aerodinâmica ser muito boa, permitindo rolar a velocidades elevadas, a força do vento sustem algum do peso, tornado a viagem mais agradável.

A nível dinâmico, esta mota permite fazer curvas encadeadas com muito prazer e segurança só pecando, por algum afundamento, quando é necessário aplicar mais energia na travagem.

Também ao nível de suspensão e relativamente ao amortecimento, o modelo que experimentei só tinha as opções ROAD e DYNAMIQUE, que ao nível do conforto pouco diferem, mas que ao nível de desempenho, no modo DYNAMIQUE, obtemos uma enorme confiança e eficiência na abordagem e saída das curvas.

Como ambos os modos são muito "secos", quando rolamos em pisos mais degradados, sentem-se, e muito, todas as imperfeições do asfalto.

Seria assim mais interessante que, em vez do modo ROAD, existisse um modo "CONFORT", para que quando se anda a baixa velocidade, por exemplo na cidade, em pisos de má qualidade, a mota se tornasse mais confortável.

Em autoestrada, mesmo em muito alta velocidade, a mota tem uma estabilidade irrepreensível, resultado do bom funcionamento do amortecedor de direcção presente.

Também nesta situação, tem uma boa protecção aerodinâmica que permite, sem grande cansaço, apreciar a paisagem, ler as informações do painel de instrumentos, etc, etc.

Nas estradas mais tortuosas, como resultado da utilização da tradicional forquilha telescópica invertida, a direcção é muito ágil, proporcionando, nas curvas encadeadas, mudanças de apoio muito rápidas. Só temos é que ter cuidado com as travagens em inclinação, não muito do agrado deste tipo de suspensão.

Em resumo, a RS é uma mota para quem gosta de fazer estradas sinuosas e rápidas e andar na cidade.

Permite também, ao contrário da R1200R, fazer viagens longas, a ritmos elevados, com algum conforto e segurança.

Pena é a suspensão ser tão seca, tornando a estradas, com algum mau piso, pouco amigas desta mota.

Como na R, a posição do pendura é confortável, com um banco bem desenhado e as pegas de apoio bem posicionadas.

Mais uma vez, aqui fica o meu agradecimento à MOTOMIL que, com a sua disponibilidade, me permitiu a realização deste teste.

A RS, de volta a casa.


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Editado pela última vez por JoseMorgado em 29 Set 2015 21:10, num total de 6 vezes.
José Morgado
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MensagemEnviado: 29 Set 2015 14:48
Mais uma grande reportagem!!

Parece ser muito fácil de ser pilotada, com um centro de gravidade muito baixo...deve ser realmente muito boa para encarar umas curvinhas em sequência.

José,

das que testaste nos últimos anos, de qual mais gostou??

Abração!!
Luiz
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MensagemEnviado: 29 Set 2015 15:41
Ora aqui está uma bela reportagem na 1ª pessoa, e não através de um pro de uma revista. :mrgreen:
Do ponto de vista do utilizador!!! :D
No seguimento de outras já aqui apresentadas.

Muito detalhada e bem definida. Dá para ficar curioso acerca da mota, apesar da estética não ser a mais apelativa (para mim).
Amândio de Aveiro
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MensagemEnviado: 29 Set 2015 15:55
luiz silva Escreveu:Parece ser muito fácil de ser pilotada, com um centro de gravidade muito baixo...deve ser realmente muito boa para encarar umas curvinhas em sequência.

José, das que testaste nos últimos anos, de qual mais gostou??


É verdade, esta mota, com o motor Boxer, tem o centro de gravidade muito baixo, o que faz com ela se conduza quase por "telepatia"!!

Por esse motivo, também em curva, em aceleração forte, não tem tendência a levantar e a alargar a saída das curvas.

Quanto a escolhas, da nova geração de modelos BMW, para andar depressa, escolheria a S1000XR, para viajar, a R1200RT, sempre com o Quick Shift da BMW, o "Shift Assistant Pro", que melhora muito o comportamento das motas.
José Morgado
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MensagemEnviado: 29 Set 2015 15:57
amandio Escreveu:Dá para ficar curioso acerca da mota, apesar da estética não ser a mais apelativa (para mim).


Gostos não se discutem....
José Morgado
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MensagemEnviado: 30 Set 2015 10:17
Valeu José!!

Minha estatura (1,65 m) não me ajuda em motas altas...tenho que "brigar" um pouco com elas para fazer as curvas.

Essa R 1200RS parece que foi feita para mim sob encomenda!!

Abçs
Luiz
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MensagemEnviado: 30 Set 2015 10:59
Está combinado, quando estiver a andar com a sua nova RS, envie-nos uma fotografia!!!
José Morgado
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MensagemEnviado: 30 Set 2015 11:17
José,

nem todos os modelos vem para o Brasil...mas por curiosidade, quanto custa esta mota em Portugal??

Abçs
Luiz
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MensagemEnviado: 30 Set 2015 11:58
luiz silva Escreveu:José,

nem todos os modelos vem para o Brasil...mas por curiosidade, quanto custa esta mota em Portugal??

Abçs
Luiz


A partir de 14.500 €

http://www.caetanobaviera.pt/pt/motos/n ... /R+1200+RS

Mas o mercado em Portugal é muito competitivo, consultando os diversos concessionários, existem sempre descontos e promoções.
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MensagemEnviado: 01 Out 2015 12:46
De acordo com fontes da BMW as motos produzidas na fábrica da Dafra Motos em Manus permite que a mesma moto seja 30% mais barata que o modelo importado.
O Brasil é o 5º maior mercado para a BMW Motorrad e ainda exporta para países vizinhos.

Desde Agosto de 2015 que produz a S1000RR juntando esta a outras que já produz. E tem preço inicial de R$ 72,9 mil
Tudo começou com a G650GS em 2009, em que o sucesso deste modelo levou a criação do modelo Sertão, comercializado a nível mundial.
Mais tarde em 2011 começou a produzir a F800R, depois a F800GS (cujo preço era de R$58000,00 quando era importada, e agora montada pela DAFRA é vendida por R$43000,00) e F800GS Adventure, e em 2014 a R1200GS (preço base R$ 69.900) e R1200GS Adventure (preço base R$ 78.900).

Portanto o motor R1200 LC já está a ser usado na fábrica pelo que em breve podem seguir-se outros modelos.

Aliás a fábrica da Dafra está em constante crescimento e ampliando o seu leque de ofertas. Com a parceria firmada em 2011 com a MV AGUSTA, a mais exclusiva marca de motos de alta cilindrada do mundo, para a produção e comercialização nos principais mercados brasileiros dos modelos da companhia italiana, a DAFRA possui acordos estratégicos com BMW, Haojue (Suzuki), SYM, TVS Motor Company, Daelim, Ducati e mais recentemente com a KTM.

O sucesso da Dafra deve à utilização do regime CKD (Completely Knocked-Down) par a montagem, isto é, há partes (tecnicamente chamados de Assembly Kits ) das motos que vêm pré-montadas da fábrica matriz (neste caso da BMW Motorrad na Alemanha) e são montadas e finalizadas no Brasil, permitindo assim ter uma linha de montagem mais reduzida, dispensando a parte robótica das linhas de montagem.

Nota, estes preços são referencia e podem estar desactualizados. :mrgreen:
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