Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

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Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por j luis » 10 set 2013 18:02

Mais um Portugues a dar uma volta ao Mundo

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Re: Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por j luis » 11 set 2013 22:14

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Re: Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por MHQC » 17 set 2013 09:57

O João Luis tem informação do trajecto e que etapas estão percorridas?
‘A motobike called K1200S? Isn’t that asking for trouble?’

MHQC, K1200S'06
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Re: Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por j luis » 18 set 2013 16:04

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Re: Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por j luis » 18 set 2013 16:07

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Re: Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por j luis » 02 out 2013 19:41

"Hoje de manhã saí do Lodge na floresta às nove a caminho da fronteira com o Butão, na esperança de ter o visto pronto quando lá chegasse.
Os cerca de 30 Km aqui são de boa estrada, alcatroada recentemente, à parte cerca de 2 Km que ainda estão em terra. Pelo caminho passei por enormes plantações de chá, uma planta que tem pouco mais de um metro de altura mas que forma uma espécie de tapete em altura que parece ter sido aparado. Pelo meio algumas árvores que têm ar de serem estrategicamente colocadas para não deixarem o sol queimar as folhas do chá e, provavelmente, manterem a humidade.
Os guardas do portão de entrada no Butão reconheceram-me pela moto e nem perguntaram onde ia. O visto não estava pronto mas ainda bem que lá fui logo de manhã porque a mulher da agencia tinha-se esquecido da cópia do meu passaporte em casa e lá foi tirar outra para enviar por fax a um colega em Thimphoo, a capital, para ele ali obter o visto. O processo começou a atrasar-se e, estando a pagar 290 dólares por cada dia no Butão, pedi que fizessem o visto só a partir de amanhã para poder entrar no país logo pela manhã e ter tempo para visitar as duas cidades onde quero ir.
Depois de confirmar que estava tudo encaminhado perguntei por um Hotel na pequena cidade do lado Indiano da fronteira e um dos empregados da agencia foi de carro à minha frente até lá. Estranhei logo porque o Butanês, em vez de atravessar a estrada onde estávamos, houvesse ou não traço contínuo, andou pela via esquerda uns 200 metros para cima para dar a volta numa rotunda. Confirmei este espírito suíço tão contrastante com o dos indianos onde, simplesmente, não há regras de transito quando, da parte da tarde, voltei à agencia para recolher o visto. Como costumo fazer aqui na Índia nestes dias de calor em pequenas distancias, ia na moto em mangas de camisa e sem capacete. Os guardas da fronteira do Butão mandaram-me parar e disseram-me que não poderia entrar no país sem capacete. Eu expliquei-lhes que ia só parar a moto cinquenta metros à frente para levantar o visto na agencia mas eles nem puseram essa hipótese: “Não. Não pode passar este portão sem capacete”. Pedi-lhes então para deixar ali a moto à entrada e acederam sem problema. O contraste parece abismal. Ainda aumentou mais a minha curiosidade. Será que a felicidade extrema inclui cumprir as regras escrupulosamente? Imaginava mais um local que dizem ser a própria felicidade como uma espécie de anarquia mas em que todos se respeitassem.
Entretanto hoje, aqui na Índia, é dia de “Vishwakarma”, o Deus dos Engenheiros, como me dizia há pouco o recepcionista do Hotel. É dedicado a tudo o que é maquinaria e então muitos carros andam com cordões de flores penduradas enquanto aqui no largo do Hotel montaram vários altares dedicados a este Deus, alguns com aparelhagens de música aos berros, outros com coisas doces com que intoxicam as crianças e outros nos quais as pessoas simplesmente entram e fazem uma pequena reza, certamente a pedir que o carro podre resista mais um ano."
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Re: Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por j luis » 02 out 2013 19:47

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Re: Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por j luis » 02 out 2013 20:13

Ontem tive que deixar o Butão porque o visto acabava. No dia anterior tinha tido uma divertida noite na companhia do meu guia e do gerente do Hotel. Estive de manhã na Internet, onde já não conseguia ir há uns dias, e acabei por arrancar só ao meio dia. Demorei três horas e meia a fazer os perto de 200 Km que separam a capital, Thimphoo da fronteira, por aquela estrada que serpenteia através dos Himalayas, nalguns locais muito estreita e em que a altitude sobe até perto dos 2500 metros.
Na vila da fronteira decidi ir almoçar antes de carimbar o passaporte a caí na tentação de pedir uma pasta com legumes à italiana. É um erro que não volto a cometer, por mais farto que esteja de comer galinha com arroz, pedir um prato que não faz parte da alimentação habitual dum país. Trouxeram-me uma mistela de massas diferentes que pareciam ser restos de clientes de há largos meses. Era picante não sei se por tempero se por estar estragado mas passadas duas horas, já chegado ao Lodge da selva onde tinha deixado dois dos meus sacos a caminho do Butão, estava com uma intoxicação alimentar. Felizmente não cheguei a vomitar, dormi bem e no dia seguinte estava um pouco melhor.
Para piorar a situação ao chegar ao Lodge fui picado no pescoço por uma abelha de um grupo que tinham montado ninho na recepção. Consegui tirar o ferrão mas hoje está um pouco inchado.
Arranquei às dez da manhã por uma boa estrada, alcatroada há pouco tempo, através da floresta rumo a sul, a caminho do Bangladesh. Tinha percorrido pouco mais de três quilómetros e rodava a 110, 120 Km/h quando por pouco não atropelei um trabalhador das obras que atravessou a estrada sem me ver aproximar.
Passados uns quilómetros apanhei um “speed bump” à entrada de uma ponte, dos que por aqui têm sem aviso. Só o vi muito perto e nesses casos não podemos travar forte para não passar o peso da moto todo para a roda da frente. Limitei-me a pôr-me de pé e agarrar bem o volante. Senti a suspensão da frente bater no fundo e a moto foi uns dois ou três metros pelo ar. Muita pancada tem levado esta “Cross Tourer”.
Não tinha percorrido cem quilómetros quando, depois de ter parado para tirar uma fotografia a um grupo de macacos que atravessava a estrada, vi um letreiro a anunciar “Buxa Tiger Reserve Lodge”. Seria desta que conseguia ver um Tigre no seu habitat?
Entrei pelo desvio mas, como todas estas Lodge de floresta na Índia, o local tinha um aspecto entre o abandonado e o mal tratado e acabei por me instalar num Hotel na aldeia com melhor aspecto e tentar marcar um Safari. Depois de falar com várias pessoas que me enviaram de um lado para o outro ainda não consegui nada. Amanhã vou fazer uma ultima tentativa antes de arrancar para a fronteira com o Bangladesh, a menos de 100 Km de distancia.
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Re: Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por j luis » 22 nov 2013 03:37

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Re: Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro

Mensagem por j luis » 27 nov 2013 23:13

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